Vergonhoso que eu fiquei tanto tempo sem postar nada... Mas estive tão estressada na gravidez que quando vi, ele já nasceu!!
Quando comecei a escrever esse post, ainda estava no mês de julho! E demorei mais ainda pra terminar.
Mas meu pimpolho pequenino tnha apenas 44 dias. Entre choros, cólica e muito sono, eu pirava.
O mais velho demonstrava muito ciúmes a sua maneira, do alto de seus 2anos e 8 meses, com direito a beicinho e momentos de reclusão, outros de ataques e muitas vezes fazia muito carinho no maninho.
A segunda gravidez passou voando, sem babações, sem grandes comemorações ou alardes. Cheguei a sentir um pouco de raiva disso, principalmente porque achava que as pessoas esqueciam que eu estava grávida!
Some-se isso a ansiedade de não ter encontrado ainda uma casa, acostumar o mais velho com a idéia do irmão... sumi!!
Nova mamãe? Sim, a gente muda com o segundo né? Eu nao sabia. Mas fiquei mais calma, menos desesperada, e estou mais tolerância zero pra qualquer comentário ridículo ou intromissão!
Percebi que curti muito mais cada nova etapa desses 4 primeiros meses. As pessoas ao meu redor perceberam a mudança.
Estou mais estressada sim, mais cansada com a nova rotina, realmente, ter dois pequenos não é fácil e sempre penso nas mães de múltiplos. Mas para ele, sou outra mãe.
Passei da Encantadora para a Laura Gutman, com o maravilhoso A maternidade e o encontro com a própria sombra; os blogs, grupos no facebook, sites, tinham um novo clima. Isso também para os cuidados com o mais velho!
Hoje, aos quase 3, está feliz na escola, adaptado a nova rotina em casa e babando no irmão, que espera que cresça o quanto antes pra brincarem juntos.
É uma delícia!
Esse foi o update. Em breve novas postagens!
Beijux
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
sábado, 17 de março de 2012
A escola
Já falei antes em alguns blogs em forma de comentários ou comentando no facebook da blogsfera materna sobre a escola do David e como isso funciona pra nós. Hoje eu senti vontade de falar mais, porque tivemos uma Oficina na sala dele, em que os pais aprendem o que as crianças aprendem.
Resumindo a parte histórica, ele foi para esta escola com 4 meses e meio, quando eu estava me preparando pra voltar ao trabalho, e a escolha pra mim foi super tranquila. Perto de nossa casa haviam 3 indicações. Quando ele tinha 2 meses, eu visitei as 3 e listei prós e contras, incluíndo aí o preço, lógico.
Escolhi por vários motivos, entre eles o carinho das atendentes, higiene, regras (muitas, mas isso é outro assunto) e principalmente a metodologia montessoriana.
Enquanto a data de início se aproximava, eu ficava desesperada olhando o meu pinguinho de gente, lindo e sorridente e chorava rios pensando no nosso afastamento. A adaptação chegou e eu percebi que eu senti muito mais que ele nos primeiros dias. Era super estranho... Chegou o dia do retorno ao trabalho e ele ficou a partir daí 12 horas com aquelas novas tias.
Trimestralmente temos uma reunião sobre o desenvolvimento da criança em que recebemos um relatório personalizado sobre os avanços e conquistas, dentro do método e do geral. E é surpreendente! No berçário ele podia tentar coisas, ou era estimulado a fazer atividades, que eu jamais imaginaria para tal idade em casa. E claro, com o passar do tempo isso sempre aparece em casa!
Quando ele precisou sair de lá para mudarmos para Natal, foi um chororô danado, meu e das atendentes, porque ele não entendia nada!
Em Natal ele ficou um mês em casa comigo, e nunca mais havia ficado. Eu preciso confessar: pirei!! Ele estava com 1 ano e 8 meses e numa casa nova, longe de tudo e todos e longe das nossas coisas. Senti que eu não sabia mais ficar o dia todo com ele, me senti péssima. EU tentei de tudo e via que ele não entendia aquilo. A rotina da escola pra criança que se acostumou a ela cedo, faz uma falta incrível a ela, talvez algumas mães entendam.
E matriculamos ele numa escola perto de casa. Método tradicional, adaptação mais complicada pela idade, mas ele superou. Em dezembro teve sua primeira apresentação de encerramento e nós papais, babamos e filmamos e etc.
Mas voltamos e eu precisava de novo de uma escola... e por que não a mesma??? Conseguimos uma vaga após um mês na lista de espera e em fevereiro ele já estava re-adaptando. Foi bem tranquilo pela lembrança, mas a sala é diferente, agora tem 2 aninhos, novos amigos e professoras.
E o encontro de hoje era justamente sobre como é esse espaço e como as crianças usam em vida prática.
Uma sala de aula montessori é bem diferente do convencional porque os materiais apresentados estão lá com um propósito de exploração e iniciação na vida prática.
Para crianças desta idade, isso significa aprender coisas como: se vestir, se despir, escovar os dentes, tomar banho, escolher e guardar as roupas, pôr a mesa, se servir, comer sozinho, lavar sua loucinha, organizar seu material, etc... enquanto trabalha materiais da sala de aula. São estimulados a cuidar de outro ser vivo (planta e animal), a limpar o que sujam, a transpor objetos de um recipiente para outro (diversos volumes, quantidades, e níveis de dificuldades), trabalhar partes do corpo, animais, plantas, vegetais, legumes, etc.)
E sim, nós descobrimos que no alto dos 2 anos, nossos bebês estão felizes praticando toda essa independência, e entendendo os limites impostos a ela. Sim, porque não podem fazer tudo! Existem regras. Tudo que é usado, tem motivo e eles seguem em tentativa e erro no ambiente controlado até a segurança da ação.
Além disso, são trabalhados, o silêncio, a consciência corporal e a empatia. São sempre estimulados a usar de cordialidade, ceder a vez, e usar as palavras mágicas. Tudo isso também transparece nos pais e nos filhos depois de pouco tempo de convívio.
Nesta fase egocêntrica dos 2 anos, em uma festinha de um dos amigos de turma, diversas crianças disputavam o mesmo brinquedo e todos os pais incentivavam o filho a ceder a vez para o amigo, chegando ao ponto do brinquedo ficar livre!!
Muitas vezes em casa, por segurança ou comodidade, impedimos nossos pequenos de realizar diversas atividades e foi muito bom perceber o quanto já posso caminhar com ele. Ao mesmo tempo aprendemos que os movimentos e tom de voz das professoras são sempre baixos e lentos, para que eles consigam entender e acompanhar.
A escola dele é peculiar pelo método pouco utilizado aqui no Rio, mas eu gosto bastante e recomendo.
Para quem quer saber mais sobre o método, segue o link da Organização no Brasil, com explicações e listas de escolas em todo o país: www.omb.org.br/
E como você escolheu a escola dos seus filhos? Como ela funciona ??
Um beijo.
Resumindo a parte histórica, ele foi para esta escola com 4 meses e meio, quando eu estava me preparando pra voltar ao trabalho, e a escolha pra mim foi super tranquila. Perto de nossa casa haviam 3 indicações. Quando ele tinha 2 meses, eu visitei as 3 e listei prós e contras, incluíndo aí o preço, lógico.
Escolhi por vários motivos, entre eles o carinho das atendentes, higiene, regras (muitas, mas isso é outro assunto) e principalmente a metodologia montessoriana.
Enquanto a data de início se aproximava, eu ficava desesperada olhando o meu pinguinho de gente, lindo e sorridente e chorava rios pensando no nosso afastamento. A adaptação chegou e eu percebi que eu senti muito mais que ele nos primeiros dias. Era super estranho... Chegou o dia do retorno ao trabalho e ele ficou a partir daí 12 horas com aquelas novas tias.
Trimestralmente temos uma reunião sobre o desenvolvimento da criança em que recebemos um relatório personalizado sobre os avanços e conquistas, dentro do método e do geral. E é surpreendente! No berçário ele podia tentar coisas, ou era estimulado a fazer atividades, que eu jamais imaginaria para tal idade em casa. E claro, com o passar do tempo isso sempre aparece em casa!
Quando ele precisou sair de lá para mudarmos para Natal, foi um chororô danado, meu e das atendentes, porque ele não entendia nada!
Em Natal ele ficou um mês em casa comigo, e nunca mais havia ficado. Eu preciso confessar: pirei!! Ele estava com 1 ano e 8 meses e numa casa nova, longe de tudo e todos e longe das nossas coisas. Senti que eu não sabia mais ficar o dia todo com ele, me senti péssima. EU tentei de tudo e via que ele não entendia aquilo. A rotina da escola pra criança que se acostumou a ela cedo, faz uma falta incrível a ela, talvez algumas mães entendam.
E matriculamos ele numa escola perto de casa. Método tradicional, adaptação mais complicada pela idade, mas ele superou. Em dezembro teve sua primeira apresentação de encerramento e nós papais, babamos e filmamos e etc.
Mas voltamos e eu precisava de novo de uma escola... e por que não a mesma??? Conseguimos uma vaga após um mês na lista de espera e em fevereiro ele já estava re-adaptando. Foi bem tranquilo pela lembrança, mas a sala é diferente, agora tem 2 aninhos, novos amigos e professoras.
E o encontro de hoje era justamente sobre como é esse espaço e como as crianças usam em vida prática.
Uma sala de aula montessori é bem diferente do convencional porque os materiais apresentados estão lá com um propósito de exploração e iniciação na vida prática.
Para crianças desta idade, isso significa aprender coisas como: se vestir, se despir, escovar os dentes, tomar banho, escolher e guardar as roupas, pôr a mesa, se servir, comer sozinho, lavar sua loucinha, organizar seu material, etc... enquanto trabalha materiais da sala de aula. São estimulados a cuidar de outro ser vivo (planta e animal), a limpar o que sujam, a transpor objetos de um recipiente para outro (diversos volumes, quantidades, e níveis de dificuldades), trabalhar partes do corpo, animais, plantas, vegetais, legumes, etc.)
E sim, nós descobrimos que no alto dos 2 anos, nossos bebês estão felizes praticando toda essa independência, e entendendo os limites impostos a ela. Sim, porque não podem fazer tudo! Existem regras. Tudo que é usado, tem motivo e eles seguem em tentativa e erro no ambiente controlado até a segurança da ação.
Além disso, são trabalhados, o silêncio, a consciência corporal e a empatia. São sempre estimulados a usar de cordialidade, ceder a vez, e usar as palavras mágicas. Tudo isso também transparece nos pais e nos filhos depois de pouco tempo de convívio.
Nesta fase egocêntrica dos 2 anos, em uma festinha de um dos amigos de turma, diversas crianças disputavam o mesmo brinquedo e todos os pais incentivavam o filho a ceder a vez para o amigo, chegando ao ponto do brinquedo ficar livre!!
Muitas vezes em casa, por segurança ou comodidade, impedimos nossos pequenos de realizar diversas atividades e foi muito bom perceber o quanto já posso caminhar com ele. Ao mesmo tempo aprendemos que os movimentos e tom de voz das professoras são sempre baixos e lentos, para que eles consigam entender e acompanhar.
A escola dele é peculiar pelo método pouco utilizado aqui no Rio, mas eu gosto bastante e recomendo.
Para quem quer saber mais sobre o método, segue o link da Organização no Brasil, com explicações e listas de escolas em todo o país: www.omb.org.br/
E como você escolheu a escola dos seus filhos? Como ela funciona ??
Um beijo.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Ano-Novo, Vida Nova e... Meningite????????
E aí que todo final de ano eu fico super empolgada com as transformações que podem acontecer, já que na nossa vida (minha e do marido) cada ano traz enormes mudanças, desde 2009. Também assusta, porque nunca se sabe o que vai vir, mas eu prefiro não fazer listas de resolições de ano-novo porque prefiro deixar o curso seguir e planejar aos poucos com cada novidade. Sim, temos planos de longo prazo, mas não fazemos disso um planejamento estratégico do ano. Para o ano de 2011 a mudança maior foi a nossa ida pra Natal. Para 2012, ainda é a chegada do nosso segundo filhote (ansiedade total para saber quem estamos esperando...).
Mas eis que logo no comecinho de janeiro nos é revelada uma enorme surpresa, na verdade, pavorosa.
Viemos de Natal pro Rio em 22 de dezembro e na véspera, o David ficou doente. Como tinha febrão, sem sabermos o que era, levamos a uma emergência lá. A médica alegou amigdalite e receitou antibiótico. Na madrugada voamos pro Rio e ao chegar começamos com a medicação. No dia seguinte fui a médica dele aqui. Além de amigdalite, tinha um bronco-espasmo, que ele já teve e usa bombinha quando acontece. Ela mandou continuar o antibiótico, só ajustou a dose e receitou demais remédios. Até o dia 29/12. Em dois dis nada de febre, passou o Natal bem, acabou o remédio e veio o Reveillón.
Dia 04/01, o marido teve que voltar pro trabalho, em Natal. Claro que sentimos! Depois de seis meses sozinhos, só nós três, foi difícil a despedida, mas o David não entendia o que estava acontecendo.
Nesse mesmo dia fui com meus pais pra casa de praia deles. Mas sae quando a sua intuição fica ali, chamando e você não faz nada?? Eu não queria ir, não sei porque, mas não queria. Ele custou a dormir, estranhando a casa, e no dia seguinte, quinta, fomos praia, estava um dia lindo.
David, brincou, comeu, dormiu, fomos embora, ele continuou brincando em casa depois do banho, pediu comida e de repente... disse que estava dodói. Perguntei onde e ele apontou a nuca! Eu não percebi nada, meu pai ficou de antenas ligadas e eu procurando uma picada de mosquito! Ele continuou reclamando e na hora de comer, não queria. Pediu colo, parecia ter sono, estava muito estranho. Levei pra sala, com ele no colo e depois de choramingar começou a vomitar o almoço! Muita coisa. Continuou caído, no meu colo depois de trocado e vomitou de novo. Liguei pra médica dele no Rio e ela achou que podia ser gastroenterite, pra dar Digesan, soro e gatorade aos poucos. Se permanecesse vomitando, ir ao hospital. Fui comprar tudo e demos pra ele. Já era mais de meia noite agora. Em 40 minutos, mais vômito. Sem diarréia. Enorme prostração.
Toda mãe sabe como é seu filho doente. Ele estava muito pior. Eu estava mesmo assustada porque nunca o vi assim, e pra piorar, tão rápido! Meu pai resolveu vir pro Rio aquela hora mesmo. Viemos e fomos direto pro hospital. Na emergência a primeira médica falou em insolação... ele nem ficou tanto tempo na praia ou no sol e estava bem! Como o Digesan ingetável não fez efeito e ele continuou vomitando na emergência mesmo tendo sido liberado, eu insisti e ela mandou ficar no soro. E eu ainda assustada, porque era pra ter melhorado... Veio outra médica e ra nossa sorte, filha de um amigo do meu pai, que nos reconheceu. Quando ela faz o teste da nuca... aí sim eu me apavorei: ele travou. Ela chamou depois de rigidez terminal. Veio outro médico pra testar também e foi a mesma coisa. Aí eu comecei a pensar em meningite, porque: dor na nuca, dor de cabeça, vômitos e febre... Ela pediu hemograma, RX tórax, Tomografia de Cabeça e a temida Punção Lombar. Dei de chorar.
Aquele dia na praia, eu li o post da Beatriz Bihari sobre a meningite que sua filha teve em Dezembro e pensei, não é possível!!!!!!! Estava tudo acontecendo com o David, com meu bebê!!
Liguei pro meu marido e choramos os dois juntos. Fizeram exames, o sangue demonstrava infecção bacteriana, mas os de imagens estavam normais. Chegou a hora da punção. Como estou grávida, perguntaram se eu ia aguentar. Mas eu não podia sair do lado dele, ele só chorava e chamava por mim, super fraquinho. Me explicaram sobre a posição fetal super forçada em que iam manter ele e o quanto ele ia chorar. Foi muito pior.
Ele não podia me ver entre as técnicas de enfermagem segurando ele e eu tentava acalmá-lo falando que estava lá, mas ele gritava, suplicando socorro. Eu só chorava. Era demais ver o meu bebê assim. Crianças não deviam sofrer... A primeira tentativa não deu certo. A segunda também não. Ele estava exausto, estava com o rosto super inchado, parecia que tinha saído de um ringue de luta, com petéquias em volta do rosto, olho roxo, me pedindo ajuda. Abracei ele e chorei. Ele não tinha mais forças pra chorar. Os médicos disseram que teriam que sedá-lo. Em poucos minutos ele dormiu de roncar e eu chorava, mas sabia que precisava. Se eu soubesse o quanto ia demorar pra colher o líquor, eu teria pedido a sedação antes. Ele não teria deixado de jeito nenhum! Mesmo todo preso, ele sacudia o quadril, um tourinho!
Foi acordando da sedação aos poucos, meio grogue e veio a internação na UTI, que graças a Deus era um quartinho reservado, com TV e DVD. Ele começou a ver os desenhos do Discovery Kids e até sorriu de leve.
Eu estava exausta, não tinha dormido a noite anterior indo com ele pro hospital e estava completando 24h de corrida. Ele já estava no ATB e eu também tomei injeção pela gravidez. Dói horrores, mas precisava proteger o baby inside. Minha mãe dormiu a primeira noite e a minha sogra na segunda. Depois de 72h conseguimos vaga em quarto comum e ele foi transferido. Ele já não tinha mais febre e só tinha um pouco de dor de cabeça. Antes desse episódio ele NUNCA relatou dor de cabeça!!!
Os dias se passaram e ele ia melhorando, fazendo bagunça e ficando estressado no hospital.
Quando eu dormia com ele, ele ficava mais calmo. A alimentação ficou fraca, mas apetite ele tinha. Só não tinha disposição de comer. Conquistou todas as técnicas, enfermeiras, médicos e copeiras do hospital e era chamado de pequeno príncipe, por causa da semelhança com o personagem. Ele tratava todas bem, depois que o trauma do jaleco passou rs. Brincava, ria, falava muito com elas.
Ontem, a médica de rotina veio dizer que hoje teríamos alta. Fiquei super feliz. Hoje pela manhã ela veio pra nos liberar e foi um super alívio. Ele adorou vir pra casa da vovó e estar livre.
O laudo: Meningite Bacteriana Inespecífica. Não houve crescimento de bactérias na cultura no líquor, mas as características bioquímicas pareciam mais com bactéria do que vírus. A hipótese médica e que o vírus que atacou a garganta podia ser um meingococo qualquer e o ATB usado em dezembro não limpou completamente o organismo, o que levou a uma piora de quadro com ataque no líquor.
Eu não sabia que isso podia acontecer, mas até gripes, sinusites e afins podem voltar como meningite! Portanto mamães, cuidado sempre. Atenção aos sintomas e rapidez. Quanto mais rápida a identificação, mas eficaz se torna o tratamento e maiores as chances de nada de grave ocorrer.
Graças a Deus estamos em casa, vou solicitar todos os laudos e levar pra médica dele acompanhar e se quiser, pedir mais exames.
Pra mim, ficou aquela sensação de felicidade, vazio, agradecimento, questionamento. Muita pesquisa, muitos porquês, muitos agradecimentos a Deus, e muito momento agarrão com meu pequeno, que é o que mais importa no mundo pra mim.
Mas eis que logo no comecinho de janeiro nos é revelada uma enorme surpresa, na verdade, pavorosa.
Viemos de Natal pro Rio em 22 de dezembro e na véspera, o David ficou doente. Como tinha febrão, sem sabermos o que era, levamos a uma emergência lá. A médica alegou amigdalite e receitou antibiótico. Na madrugada voamos pro Rio e ao chegar começamos com a medicação. No dia seguinte fui a médica dele aqui. Além de amigdalite, tinha um bronco-espasmo, que ele já teve e usa bombinha quando acontece. Ela mandou continuar o antibiótico, só ajustou a dose e receitou demais remédios. Até o dia 29/12. Em dois dis nada de febre, passou o Natal bem, acabou o remédio e veio o Reveillón.
Dia 04/01, o marido teve que voltar pro trabalho, em Natal. Claro que sentimos! Depois de seis meses sozinhos, só nós três, foi difícil a despedida, mas o David não entendia o que estava acontecendo.
Nesse mesmo dia fui com meus pais pra casa de praia deles. Mas sae quando a sua intuição fica ali, chamando e você não faz nada?? Eu não queria ir, não sei porque, mas não queria. Ele custou a dormir, estranhando a casa, e no dia seguinte, quinta, fomos praia, estava um dia lindo.
David, brincou, comeu, dormiu, fomos embora, ele continuou brincando em casa depois do banho, pediu comida e de repente... disse que estava dodói. Perguntei onde e ele apontou a nuca! Eu não percebi nada, meu pai ficou de antenas ligadas e eu procurando uma picada de mosquito! Ele continuou reclamando e na hora de comer, não queria. Pediu colo, parecia ter sono, estava muito estranho. Levei pra sala, com ele no colo e depois de choramingar começou a vomitar o almoço! Muita coisa. Continuou caído, no meu colo depois de trocado e vomitou de novo. Liguei pra médica dele no Rio e ela achou que podia ser gastroenterite, pra dar Digesan, soro e gatorade aos poucos. Se permanecesse vomitando, ir ao hospital. Fui comprar tudo e demos pra ele. Já era mais de meia noite agora. Em 40 minutos, mais vômito. Sem diarréia. Enorme prostração.
Toda mãe sabe como é seu filho doente. Ele estava muito pior. Eu estava mesmo assustada porque nunca o vi assim, e pra piorar, tão rápido! Meu pai resolveu vir pro Rio aquela hora mesmo. Viemos e fomos direto pro hospital. Na emergência a primeira médica falou em insolação... ele nem ficou tanto tempo na praia ou no sol e estava bem! Como o Digesan ingetável não fez efeito e ele continuou vomitando na emergência mesmo tendo sido liberado, eu insisti e ela mandou ficar no soro. E eu ainda assustada, porque era pra ter melhorado... Veio outra médica e ra nossa sorte, filha de um amigo do meu pai, que nos reconheceu. Quando ela faz o teste da nuca... aí sim eu me apavorei: ele travou. Ela chamou depois de rigidez terminal. Veio outro médico pra testar também e foi a mesma coisa. Aí eu comecei a pensar em meningite, porque: dor na nuca, dor de cabeça, vômitos e febre... Ela pediu hemograma, RX tórax, Tomografia de Cabeça e a temida Punção Lombar. Dei de chorar.
Aquele dia na praia, eu li o post da Beatriz Bihari sobre a meningite que sua filha teve em Dezembro e pensei, não é possível!!!!!!! Estava tudo acontecendo com o David, com meu bebê!!
Liguei pro meu marido e choramos os dois juntos. Fizeram exames, o sangue demonstrava infecção bacteriana, mas os de imagens estavam normais. Chegou a hora da punção. Como estou grávida, perguntaram se eu ia aguentar. Mas eu não podia sair do lado dele, ele só chorava e chamava por mim, super fraquinho. Me explicaram sobre a posição fetal super forçada em que iam manter ele e o quanto ele ia chorar. Foi muito pior.
Ele não podia me ver entre as técnicas de enfermagem segurando ele e eu tentava acalmá-lo falando que estava lá, mas ele gritava, suplicando socorro. Eu só chorava. Era demais ver o meu bebê assim. Crianças não deviam sofrer... A primeira tentativa não deu certo. A segunda também não. Ele estava exausto, estava com o rosto super inchado, parecia que tinha saído de um ringue de luta, com petéquias em volta do rosto, olho roxo, me pedindo ajuda. Abracei ele e chorei. Ele não tinha mais forças pra chorar. Os médicos disseram que teriam que sedá-lo. Em poucos minutos ele dormiu de roncar e eu chorava, mas sabia que precisava. Se eu soubesse o quanto ia demorar pra colher o líquor, eu teria pedido a sedação antes. Ele não teria deixado de jeito nenhum! Mesmo todo preso, ele sacudia o quadril, um tourinho!
Foi acordando da sedação aos poucos, meio grogue e veio a internação na UTI, que graças a Deus era um quartinho reservado, com TV e DVD. Ele começou a ver os desenhos do Discovery Kids e até sorriu de leve.
Eu estava exausta, não tinha dormido a noite anterior indo com ele pro hospital e estava completando 24h de corrida. Ele já estava no ATB e eu também tomei injeção pela gravidez. Dói horrores, mas precisava proteger o baby inside. Minha mãe dormiu a primeira noite e a minha sogra na segunda. Depois de 72h conseguimos vaga em quarto comum e ele foi transferido. Ele já não tinha mais febre e só tinha um pouco de dor de cabeça. Antes desse episódio ele NUNCA relatou dor de cabeça!!!
Os dias se passaram e ele ia melhorando, fazendo bagunça e ficando estressado no hospital.
Quando eu dormia com ele, ele ficava mais calmo. A alimentação ficou fraca, mas apetite ele tinha. Só não tinha disposição de comer. Conquistou todas as técnicas, enfermeiras, médicos e copeiras do hospital e era chamado de pequeno príncipe, por causa da semelhança com o personagem. Ele tratava todas bem, depois que o trauma do jaleco passou rs. Brincava, ria, falava muito com elas.
Ontem, a médica de rotina veio dizer que hoje teríamos alta. Fiquei super feliz. Hoje pela manhã ela veio pra nos liberar e foi um super alívio. Ele adorou vir pra casa da vovó e estar livre.
O laudo: Meningite Bacteriana Inespecífica. Não houve crescimento de bactérias na cultura no líquor, mas as características bioquímicas pareciam mais com bactéria do que vírus. A hipótese médica e que o vírus que atacou a garganta podia ser um meingococo qualquer e o ATB usado em dezembro não limpou completamente o organismo, o que levou a uma piora de quadro com ataque no líquor.
Eu não sabia que isso podia acontecer, mas até gripes, sinusites e afins podem voltar como meningite! Portanto mamães, cuidado sempre. Atenção aos sintomas e rapidez. Quanto mais rápida a identificação, mas eficaz se torna o tratamento e maiores as chances de nada de grave ocorrer.
Graças a Deus estamos em casa, vou solicitar todos os laudos e levar pra médica dele acompanhar e se quiser, pedir mais exames.
Pra mim, ficou aquela sensação de felicidade, vazio, agradecimento, questionamento. Muita pesquisa, muitos porquês, muitos agradecimentos a Deus, e muito momento agarrão com meu pequeno, que é o que mais importa no mundo pra mim.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Por que tanta violência???
De umas semanas pra cá surgiram dezenas de casos de animais maltratados. Será que sempre foi assim, ou agora vemos mais a divulgação?
Eu não aguento mais ver o vídeo da tal enfermeira divulgado na internet. Eu não quis assistir e acabei apertando o play e desliguei em 20s. Infelizmente foi o suficiente pra ver a criatura jogar o bichinho no chão e pensar... como conseguir assistir até o fim?????????? Parece um prazer sádico também em ver o outro sofrer.
Dizem que é chocante, forte, nojento e aí você para e pensa:
1 - alguém, não se sabe quem ou onde filmou tudo! E não impediu. Cúmplice? Acho que sim.
2 - A pobre criança que estava junto com a mãe na hora do crime. Imagine o que passa na cabecinha dele. Ele não entende bem o que viu, mas viu a mãe completamente alucinada agredindo até a morte um cachorrinho de estimação.
A tal agressora divulgou no twitter que ninguém sabe o que ela passou com o bicho e que estava fora de si num dia de muito estresse. O que impediria a pessoa de fazer algo do gênero com o próprio filho, com o marido ou qualquer outro ser vivo que apareça na frente dela em um dia assim? Depende do que o ser fez a ela? Voltamos ao olho por olho, dente por dente?
Mais do que isso, acho de uma tristeza sem tamanho quando vejo a revolta das pessoas nas redes sociais quando desejam o mal dela, não a prisão ou justiça, mas a tal justiça dos homens, daquele método sangrento... Que ela morra, que ela sofra... Não, sei, ao meu ver parece que todos se igualam de uma certa forma! Não é porque é um assassino, que vou imaginar requintes de crueldade para o fim desse ser! Que pague pelo erro, seja presa, aprenda, ok, mas estou ficando com medo do que as pessoas estão revelando.
É humano sentir raiva, querer justiça, mas podemos aproveitar a época do ano, em que celebramos o amor (Natal) para lembrar que há mais e 2000 anos um homem veio dar uma mensagem de amor e paz. Naquela época e até muito depois, a coisa era resolvida na carne, na morte! Felizmente evoluímos, estamos em outro patamar. Mas cada vez que essas coisas acontecem, parece uma involução!
Do fundo do meu coração, eu não aprovo em nada o que esta moça fez. Ainda espero saber o que ela tem a dizer sobre o que aconteceu! Acho que deve sim ser condenada, mas espero que ela aprenda. Não só ela como toda a sociedade.
Que o clima do Natal nos contagie com amor e não ódio e um beijo a todas!
Eu não aguento mais ver o vídeo da tal enfermeira divulgado na internet. Eu não quis assistir e acabei apertando o play e desliguei em 20s. Infelizmente foi o suficiente pra ver a criatura jogar o bichinho no chão e pensar... como conseguir assistir até o fim?????????? Parece um prazer sádico também em ver o outro sofrer.
Dizem que é chocante, forte, nojento e aí você para e pensa:
1 - alguém, não se sabe quem ou onde filmou tudo! E não impediu. Cúmplice? Acho que sim.
2 - A pobre criança que estava junto com a mãe na hora do crime. Imagine o que passa na cabecinha dele. Ele não entende bem o que viu, mas viu a mãe completamente alucinada agredindo até a morte um cachorrinho de estimação.
A tal agressora divulgou no twitter que ninguém sabe o que ela passou com o bicho e que estava fora de si num dia de muito estresse. O que impediria a pessoa de fazer algo do gênero com o próprio filho, com o marido ou qualquer outro ser vivo que apareça na frente dela em um dia assim? Depende do que o ser fez a ela? Voltamos ao olho por olho, dente por dente?
Mais do que isso, acho de uma tristeza sem tamanho quando vejo a revolta das pessoas nas redes sociais quando desejam o mal dela, não a prisão ou justiça, mas a tal justiça dos homens, daquele método sangrento... Que ela morra, que ela sofra... Não, sei, ao meu ver parece que todos se igualam de uma certa forma! Não é porque é um assassino, que vou imaginar requintes de crueldade para o fim desse ser! Que pague pelo erro, seja presa, aprenda, ok, mas estou ficando com medo do que as pessoas estão revelando.
É humano sentir raiva, querer justiça, mas podemos aproveitar a época do ano, em que celebramos o amor (Natal) para lembrar que há mais e 2000 anos um homem veio dar uma mensagem de amor e paz. Naquela época e até muito depois, a coisa era resolvida na carne, na morte! Felizmente evoluímos, estamos em outro patamar. Mas cada vez que essas coisas acontecem, parece uma involução!
Do fundo do meu coração, eu não aprovo em nada o que esta moça fez. Ainda espero saber o que ela tem a dizer sobre o que aconteceu! Acho que deve sim ser condenada, mas espero que ela aprenda. Não só ela como toda a sociedade.
Que o clima do Natal nos contagie com amor e não ódio e um beijo a todas!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Tudo novo de novo???
É, eu mudei o blog, na verdade voltei pro blog incial! Quando o David fez um ano eu resolvi fazer esse blog e entrar na blogsfera materna. Mas sabe-se lá, eu desisti! Mas como o blog que fiz sobre a mudança não me ajudou muito, não escrevia sobre isso, então, volto eu aqui!
O David está com 2 anos, eu estou com 13 semanas de gravidez do segundo bebê cujo sexo ainda não sei e bastante ansiosa pra chegada do Natal, quando estarei na minha cidade maravilhosa, curtindo a família inteira! Minha casinha aqui não tem nada que lembre que estamos em 15 de dezembro, o que me deixa um tanto quanto...frustrada, mas me prometi não mexer em árvore! Tirei o Papai Noel da caixa pro David brincar e só!
Por enquanto é só um recado de boas vindas ao novo velho blog da Rachel, nunca antes divulgado.
Beijos as amigas blogueiras! Até!
O David está com 2 anos, eu estou com 13 semanas de gravidez do segundo bebê cujo sexo ainda não sei e bastante ansiosa pra chegada do Natal, quando estarei na minha cidade maravilhosa, curtindo a família inteira! Minha casinha aqui não tem nada que lembre que estamos em 15 de dezembro, o que me deixa um tanto quanto...frustrada, mas me prometi não mexer em árvore! Tirei o Papai Noel da caixa pro David brincar e só!
Por enquanto é só um recado de boas vindas ao novo velho blog da Rachel, nunca antes divulgado.
Beijos as amigas blogueiras! Até!
domingo, 4 de setembro de 2011
E sobre um segundo bebê... quando se sabe a hora certa??? Isso existe??
Flores,
finalmente a tão esperada mudança chegou!!! Duas horas antes, eu estava chegando com o pequeno príncipe no Rio, onde os meus pais foram nos buscar!
O marido recebeu tudo que estava direitinho (graças a Deus!!).
Por mais que fossem apenas três horinhas, o pequeno não dormiu nada na viagem e pegamos o vôo das 3:10 da manhã... Mãe aqui dormiu a sexta inteira!!!!! E a cria também!
Agora, momento compartilhando sentimentos de esposa/mãe...
Eu parei de usar anticoncepcional há meses, por opção, por questão de aversão aos hormônios. Mas sempre nos cuidamos do nosso modo. Não pensamos em um outro baby por enquanto, até que... este mês não fomos tão cuidadosos assim. E eu perguntei ao marido, se ele achava que seria o momento de aproveitarmos e tentarmos a nossa menina.. (o nome já tá escolhido desde sempre). E ele não disse nem sim, nem não!
Juro que eu não imaginava que ele teria essa reação. No dia seguinte, na porta de uma farmácia, pra comprar hipoglós, ficamos no impasse: compramos ou não a senhora pílula do dia seguinte?? Parecia besteira, mas não pensamos sobre o assunto. Ele comprou, eu levei mais de seis horas pensando e em comum acordo, tomei a bendita.
Naquela noite, ele veio dizendo que eu não queria outro filho dele, porque tomei a tal. E puxei seriamente a questão. Como o meu pequeno veio de surpresa (um dia eu conto), isso nunca aconteceu com a gente, parar e planejar a chegada do bebê! Ficamos ali, sem saber o que pensar. Parece fácil falar sobre os outros, mas choquei! Quero demais uma menina e eu não queria que a distância de idade dos irmãos fosse grande, mas também não acho que seja o momento mais apropriado (mudança de estado, muita adaptação, distância de todos, incerteza financeira...), mas... quem disse que isso aconteceu com o primeiro??
Sei que outros casais planejam sim, o momento; outros deixam acontecer; outros precisam de uma forcinha; e acho que nós... nós vamos saber mais pra frente. quando Papai do Céu quiser!
Um beijo a todas e em especial as tentantes de primeiros, segundos e por aí vai!!!!
finalmente a tão esperada mudança chegou!!! Duas horas antes, eu estava chegando com o pequeno príncipe no Rio, onde os meus pais foram nos buscar!
O marido recebeu tudo que estava direitinho (graças a Deus!!).
Por mais que fossem apenas três horinhas, o pequeno não dormiu nada na viagem e pegamos o vôo das 3:10 da manhã... Mãe aqui dormiu a sexta inteira!!!!! E a cria também!
Agora, momento compartilhando sentimentos de esposa/mãe...
Eu parei de usar anticoncepcional há meses, por opção, por questão de aversão aos hormônios. Mas sempre nos cuidamos do nosso modo. Não pensamos em um outro baby por enquanto, até que... este mês não fomos tão cuidadosos assim. E eu perguntei ao marido, se ele achava que seria o momento de aproveitarmos e tentarmos a nossa menina.. (o nome já tá escolhido desde sempre). E ele não disse nem sim, nem não!
Juro que eu não imaginava que ele teria essa reação. No dia seguinte, na porta de uma farmácia, pra comprar hipoglós, ficamos no impasse: compramos ou não a senhora pílula do dia seguinte?? Parecia besteira, mas não pensamos sobre o assunto. Ele comprou, eu levei mais de seis horas pensando e em comum acordo, tomei a bendita.
Naquela noite, ele veio dizendo que eu não queria outro filho dele, porque tomei a tal. E puxei seriamente a questão. Como o meu pequeno veio de surpresa (um dia eu conto), isso nunca aconteceu com a gente, parar e planejar a chegada do bebê! Ficamos ali, sem saber o que pensar. Parece fácil falar sobre os outros, mas choquei! Quero demais uma menina e eu não queria que a distância de idade dos irmãos fosse grande, mas também não acho que seja o momento mais apropriado (mudança de estado, muita adaptação, distância de todos, incerteza financeira...), mas... quem disse que isso aconteceu com o primeiro??
Sei que outros casais planejam sim, o momento; outros deixam acontecer; outros precisam de uma forcinha; e acho que nós... nós vamos saber mais pra frente. quando Papai do Céu quiser!
Um beijo a todas e em especial as tentantes de primeiros, segundos e por aí vai!!!!
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Emoções...
Ai, essa semana eu ando meio descompensada, como diria minha vó! Tô com os nervos a flor da pele, só reclamo de tudo, brigo com o marido direto, pra depois dizer que amo muito! Vai entender...
Não, não é TPM, na verdade estava até ovulando. Mas não queremos mais um por enquanto.
A verdade é que acho que estou sentindo falta da "minha" vida! De ser alguém que trabalha, ganha seu dinheiro, pode comprar as coisas que acha que pode com o dinheiro que tem, ir e vir livre, fazer unhas, enfim... coisas que sozinha em casa, desempregada, com bebê pra cuidar, não consigo. Me sinto meio inútil às vezes. Desde que eu comecei a trabalhar nunca parei e esse foi o primeiro mês parada e não eram férias...
Apesar desses sentimentos horríveis, de ter comido TODAS as minhas unhas, eu não acho que está
sendo ruim, pelo contrário. Sair da zona de conforto é isso aí, dói!
Essa semana fiz uma entrevista de emprego. O salário de supervisão era menor que o de Analista no Rio... Mas a realidade de Natal é diferente, ou o mercado não é tão competitivo na área da empresa. Às vezes ser RH é engraçado... a gente um dia é dono de vagas, no outro é mais um desempregado!!
Já o David... esse acha que tudo é festa! Já caiu de cabeça, já corremos atrás de pronto-socorro, as amigas blogueiras natalenses rapidamente ajudaram, Michelle Lustosa e Ana China são uns amores!! Vanice Santana é a carioca mais natalense que há e articulou tudo rs.
Ficou com um galo enooorme por dois dias, com o nariz manchadinho de sangue pisado, mas tava na praia faceiro que só no fim de semana!!! Fomos a Tabatinga no domingo e ele se acabou de tanto correr na "paia". Meu branquelinho ama praia!!
Ah!!! E a mudança chega sexta!!! mas quem vai receber é o marido, porque eu e o pequeno vamos pro Rio, que a minha irmã vai casar na semana que vem!! Obaaaaaaaa!!!!! (matar-as-saudades-é-sempre bom!!!!)
Beijoooooooooooooss
Não, não é TPM, na verdade estava até ovulando. Mas não queremos mais um por enquanto.
A verdade é que acho que estou sentindo falta da "minha" vida! De ser alguém que trabalha, ganha seu dinheiro, pode comprar as coisas que acha que pode com o dinheiro que tem, ir e vir livre, fazer unhas, enfim... coisas que sozinha em casa, desempregada, com bebê pra cuidar, não consigo. Me sinto meio inútil às vezes. Desde que eu comecei a trabalhar nunca parei e esse foi o primeiro mês parada e não eram férias...
Apesar desses sentimentos horríveis, de ter comido TODAS as minhas unhas, eu não acho que está
sendo ruim, pelo contrário. Sair da zona de conforto é isso aí, dói!
Essa semana fiz uma entrevista de emprego. O salário de supervisão era menor que o de Analista no Rio... Mas a realidade de Natal é diferente, ou o mercado não é tão competitivo na área da empresa. Às vezes ser RH é engraçado... a gente um dia é dono de vagas, no outro é mais um desempregado!!
Já o David... esse acha que tudo é festa! Já caiu de cabeça, já corremos atrás de pronto-socorro, as amigas blogueiras natalenses rapidamente ajudaram, Michelle Lustosa e Ana China são uns amores!! Vanice Santana é a carioca mais natalense que há e articulou tudo rs.
Ficou com um galo enooorme por dois dias, com o nariz manchadinho de sangue pisado, mas tava na praia faceiro que só no fim de semana!!! Fomos a Tabatinga no domingo e ele se acabou de tanto correr na "paia". Meu branquelinho ama praia!!
Ah!!! E a mudança chega sexta!!! mas quem vai receber é o marido, porque eu e o pequeno vamos pro Rio, que a minha irmã vai casar na semana que vem!! Obaaaaaaaa!!!!! (matar-as-saudades-é-sempre bom!!!!)
Beijoooooooooooooss
terça-feira, 23 de agosto de 2011
A saga da mudança...
Então... já temos umas 3 semanas em Natal e finalmente conseguimos um apê dentro do que pensamos e perto do trabalho do marido. Não foi nada fácil encontrar, parece que a procura é alta, os preços são maiores do que pensamos e tivemos dificuldasdes em entender como as imobiliárias funcionam aqui. Agora, a saga é trazer a mudança! Pela demora eu tive que pagar depósito no Rio. Dei o ok por e-mail e paguei, mandei o comprovante de depósito e pedi que enviassem o quanto antes. Me mandaram um e-mail perguntando pra quando eu queria que chegasse e eu disse: ontem!! Sério, disse que queria o quanto antes, mas me disseram que: estão aguardando o termo assinado escaneado pra liberar!
Meu irmão, eu paguei!!!!!!!!! EU dei ok por e-mail, por telefone, e ainda consideram como nada??????
Enquanto isso a gente espera! Não aguento mais estar sem minhas coisas, sem as coisas do David! O apto temporário é lindo, serve, ms pra um bebê de quase dois anos é quase uma aventura! Ele não tem brinquedos suficientes pra distrair a atenção o tempo todo e quer fazer o mais inimaginável possível!!!
Fora que eu estou ansiosa pra arrumar minhas coisas na casinha nova e começar a me sentir... em casa. Parece que ainda estou de férias.
Só em casa posso pensar em creche pro pequeno, e de fato buscar emprego!!! preciso trabalhar!!!!!!!!!!!
Mais um desabafo...
Beijooooos
Meu irmão, eu paguei!!!!!!!!! EU dei ok por e-mail, por telefone, e ainda consideram como nada??????
Enquanto isso a gente espera! Não aguento mais estar sem minhas coisas, sem as coisas do David! O apto temporário é lindo, serve, ms pra um bebê de quase dois anos é quase uma aventura! Ele não tem brinquedos suficientes pra distrair a atenção o tempo todo e quer fazer o mais inimaginável possível!!!
Fora que eu estou ansiosa pra arrumar minhas coisas na casinha nova e começar a me sentir... em casa. Parece que ainda estou de férias.
Só em casa posso pensar em creche pro pequeno, e de fato buscar emprego!!! preciso trabalhar!!!!!!!!!!!
Mais um desabafo...
Beijooooos
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Uma semana em Natal
Pronto! Primeira sexta feira em Natal!
Domingo embarcamos e chegamos de madrugada. O vôo é rápido, mas como pegamos o de 23h, é super cansativo e acabamos dormindo até meio-dia!
Esses primeiros dias foram bem solitários, fiquei em casa com o David quase o dia todo. O Vinicius esteve trabalhando muito e pelo menos jantávamos fora todos os dias (até porque ainda não estamos com as nossas coisas e comida está difícil)...
Estou na saga de procurar apartamento correndo pra não pagar armazenagem no Rio. Heeeeeelp!!!
Hoje já estou usando meu novo computador, dado de presente pelo marido para que eu não me sentisse tão só e não desse com a cabeça na parede. Como ele mesmo disse, no segundo dia eu já estava fora do eixo!
Preciso confessar que eu nunca fui dona de casa, nunca fui de cozinha, e como o David ficava na creche desde os 4 meses, até cuidar dele todos os dias pra mim é uma super novidade.
Pretendo colocá-lo numa creche em breve, porque sei que por mais que ele esteja adorando a bagunça de estar em cas com a mamãe, deve sentir falta daquela rotina que tinha na creche todos os dias. Devo admitir que ele se desenvolveu muito lá e com certeza essa vivência faz toda a diferença.
Sexta passda, quando eu fui buscá-lo na creche, chorei me despedindo das tias! Parecia que a aluna era eu! Mas como mãe, eu também tive adaptação! Primeiro a me acostumar a idéia de deixar o pequeno na creche tão pequeno, a todas as regras, a ver ele aprendendo sem mim! E agora, tirei ele de um lugar que ele gosta e confia tanto!
Por aqui estamos nos acostumando ao clima (de calor, mas com um super mega ultra power vento), as comidas (tem muita coisa que eu nunca provei, nunca vi, nunca imaginei!) as pessoas (sotaque diferente, gente de todos os lugares do mundo, mas de um jeito diferente do Rio), apartamentos pra ver - minúsculos, caros e muitos sem área de serviço (preciso da minha máquina de lavar!!!).
Agora com meu presente em mãos, as postagens se tornam mais frequentes.
Um beijo!!!
Domingo embarcamos e chegamos de madrugada. O vôo é rápido, mas como pegamos o de 23h, é super cansativo e acabamos dormindo até meio-dia!
Esses primeiros dias foram bem solitários, fiquei em casa com o David quase o dia todo. O Vinicius esteve trabalhando muito e pelo menos jantávamos fora todos os dias (até porque ainda não estamos com as nossas coisas e comida está difícil)...
Estou na saga de procurar apartamento correndo pra não pagar armazenagem no Rio. Heeeeeelp!!!
Hoje já estou usando meu novo computador, dado de presente pelo marido para que eu não me sentisse tão só e não desse com a cabeça na parede. Como ele mesmo disse, no segundo dia eu já estava fora do eixo!
Preciso confessar que eu nunca fui dona de casa, nunca fui de cozinha, e como o David ficava na creche desde os 4 meses, até cuidar dele todos os dias pra mim é uma super novidade.
Pretendo colocá-lo numa creche em breve, porque sei que por mais que ele esteja adorando a bagunça de estar em cas com a mamãe, deve sentir falta daquela rotina que tinha na creche todos os dias. Devo admitir que ele se desenvolveu muito lá e com certeza essa vivência faz toda a diferença.
Sexta passda, quando eu fui buscá-lo na creche, chorei me despedindo das tias! Parecia que a aluna era eu! Mas como mãe, eu também tive adaptação! Primeiro a me acostumar a idéia de deixar o pequeno na creche tão pequeno, a todas as regras, a ver ele aprendendo sem mim! E agora, tirei ele de um lugar que ele gosta e confia tanto!
Por aqui estamos nos acostumando ao clima (de calor, mas com um super mega ultra power vento), as comidas (tem muita coisa que eu nunca provei, nunca vi, nunca imaginei!) as pessoas (sotaque diferente, gente de todos os lugares do mundo, mas de um jeito diferente do Rio), apartamentos pra ver - minúsculos, caros e muitos sem área de serviço (preciso da minha máquina de lavar!!!).
Agora com meu presente em mãos, as postagens se tornam mais frequentes.
Um beijo!!!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Como tudo começou...
Precisava desabafar sobe como está esse processo de me mudar pra longe...
Meu marido trabalha no ramo imobiliário da construção civil e surgiu um convite pra assumir uma posição em Natal. Ok, eu já tinha pensado sobre uma possibilidade de mudar a trabalho, afinal, nos últimos dois anos e meio trabalhei com expatriados, gente que sai de diversos países e vem parar no Brasil pra trabalhar.
Vinicius (meu marido) perguntou se eu aceitaria e a única coisa que eu pedi foi, que antes de responder, pudesse conhecer a cidade! E fomos passar dois dias.
Não tem como não se apaixonar pela Cidade do Sol! É linda, calma, tem praias maravilhosas, temperatura amena. Tudo de bom! Então, ok!
E a saga começou...
Ele tinha que começar a trabalhar em Natal (ainda não acostumei com o "no") em julho! E a mim, só restou pedir demissão! Cumpri aviso prévio, fiz orçamentos de mudança, procurei apartamentos pela internet, comecei a procurar creche e plano de saúde (que lembrei agora que esqueci de fechar!!)...
E a cada coisa que a gente faz, a gente lembra de mais um montão!!
É tirar o filho da creche, é entregar o ap alugado, é encerrar contas do Rio, é se despedir dos amigos... Ufa!
Cansa, mas a sensação que temos, é que apesar da saudade da família e dos amigos, vamos conseguir focar em nós, estar mais calmos em um lugar que não corre...
Hoje já é praticamente quinta e sábado a nossa mudança sai... Domingo somos nós quem vamos...
E esse é só o primeiro capítulo de uma longa história.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Todo dia um novo aprendizado...
Demorei muito pra tomar coragem de escrever sobre a difícil missão de conciliar todas as tarefas de mãe e profissional, além de colocar pra fora sentimentos e pensamentos sobre as mais diversas coisas. Enfim, tomei fôlego e vim escrever!
Ultimamente meu pequeno tem dado trabalho depois de ter tido catapora, (pegou na creche) e agora uma "virose" que dá muita febre e muita secreção. Assim, a família entra na dança do revezamento todos por quem pode pra ficar com ele enquanto ele não pode ir pra creche.
Tirando as noites mal-dormidas e estar no trabalho pensando nele e em casa pensando no trabalho, o que sobra de tempo eu tento relaxar e... capoto, literalmente!
Foram 15 dias seguidos com a catapora e depois essa virose.
Mas tudo bem... dizem que isso vai até os três aninhos! Até lá eu espero já ter me adaptado e estar fazendo malabarismo com mais bolinhas.
Beijos,
Ultimamente meu pequeno tem dado trabalho depois de ter tido catapora, (pegou na creche) e agora uma "virose" que dá muita febre e muita secreção. Assim, a família entra na dança do revezamento todos por quem pode pra ficar com ele enquanto ele não pode ir pra creche.
Tirando as noites mal-dormidas e estar no trabalho pensando nele e em casa pensando no trabalho, o que sobra de tempo eu tento relaxar e... capoto, literalmente!
Foram 15 dias seguidos com a catapora e depois essa virose.
Mas tudo bem... dizem que isso vai até os três aninhos! Até lá eu espero já ter me adaptado e estar fazendo malabarismo com mais bolinhas.
Beijos,
Assinar:
Postagens (Atom)